Este caso é a vitória das redes sociais sobre o Estado de Direito”. Foi desta forma que Luís Marques Mendes começou por descrever o tema que marcou a semana que agora termina.

Para o comentador da SIC trata-se de uma “vitória porque, ao que parece houve, só este ano, 38 queixas na PSP por situações semelhantes naquela discoteca e o que aconteceu? Nada”.

Por isso, Marques Mendes considera que até ao momento em que o vídeo foi partilhado nas redes sociais “o Estado de Direito não existiu, não funcionou”.

E nesta senda dá um “cumprimento” ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que “esteve muito bem” pois “agiu com firmeza, rapidez e foi corajoso”.

As críticas ficam, assim, para a gerência da discoteca, para a Câmara Municipal de Lisboa e para a PSP: “A primeira responsabilidade é dos gerentes da discoteca que lavaram as suas mãos. A Câmara Municipal de Lisboa agora colaborou, mas ao longo dos meses também não se ouviu chamar a atenção para o problema ou a propor alguma medida. [Por fim], a sensação que fica é que houve, ao longo deste tempo, firmeza a menos e tolerância a mais por parte da PSP”.

Face ao exposto, Luís Marques Mendes espera que o ministro da Administração Interna “não recue” na decisão de proibir o Urban Beach de abrir ao público durante seis meses e que “tome diligências e dê orientações à polícia para um policiamento mais eficaz e constante à porta das discotecas”.

“Esta discoteca não é caso único”, sublinha, chamando a atenção ainda para a necessidade de haver uma “mão firme perante as empresas de segurança privada”, pois “muitas delas são autênticas organizações com práticas criminosas”.