A taxa de desemprego, nos primeiros três meses do ano, subiu para 6,8%, valor que compara com a taxa de 6,7% registada no trimestre anterior, de acordo com os dados divulgados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatísticas, que contrariam as estimativas dos economistas.
Vários especialistas consultados pelo Expresso apontavam para uma taxa de desemprego de 6,5% no primeiro trimestre do ano, valor que corresponderia ao mais baixo desde 2004. No entanto, os números do INE vieram contrariar essa previsão.
Assim, a população desempregada, estimada em 353,6 mil pessoas, aumentou 1,3% em comparação com o trimestre anterior, mas diminuiu 13,8% em relação ao mesmo trimestre de 2018.
Entre os mais jovens, com idades entre os 15 e os 24 anos, a taxa de desemprego situou-se em 17,6%, o valor mais baixo da série iniciada em 2011, de acordo com os dados do INE, tendo diminuído em comparação com o trimestre homólogo e com o anterior. Nas previsões económicas de primavera, divulgadas ontem, Bruxelas estima que a taxa de desemprego continuará a diminuir no conjunto deste ano, mas também perderá fôlego: depois de ter recuado de 9,0% em 2017 para 7,0% em 2018, espera-se agora uma descida para 6,2%, este ano, e para 5,7%, em 2020.

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