Foi numa agradável noite de quinta-feira, no Cidade de Coimbra, que Sertanense Futebol Clube e SL Benfica se defrontaram pela primeira vez na história. Casa emprestada, mas com o ambiente característico da tão simbólica Taça de Portugal. Mas merecia mais. Merecia um horário bem mais adequado, um espetáculo bem mais bonito. A vitória final pendeu para a turma favorita que, apesar dos três golos, viu a tarefa ser bastante complicada na primeira parte.

Os primeiros quarenta e cinco minutos não primaram pelo espetáculo. Longe, bem longe disso. Ainda assim, no primeiro lance digno de registo, Jonas, ele que a par de Corchia assumiu, pela primeira vez na temporada, o seu posto natural como titular, colocou a bola no fundo das redes contrárias em posição irregular. Da bancada ouviam-se os primeiras manifestações mais efusivas e essas multiplicavam-se sempre que a corajosa e coesa formação do Sertanense tocava no esférico.

Do lado encarnado, Zivkovic tentava rumar contra a maré, Yuri Ribeiro aventurava-se no flanco esquerdo e, com base nas combinações com Rafa, ia dando o cabo dos trabalhos a Tito. Assim foi durante largos minutos. É certo que Davou conseguiu incomodar o pouco aventureiro Corchia no lado contrário, mas, com o passar do tempo, as oportunidades iam-se amontoando para as águias, ainda que de forma muito pouco exagerada.

Para lá do minuto 30, Zivkovic, Jonas e Rafa assustaram a baliza de Rafa Santos, Kevin, de livre direto, deu um ar da sua graça, mas o golo acabou encarnado mesmo por surgir perto do intervalo. Gedson soltou-se no miolo – algo raro desde que a bola começou a rolar -, desequilibrou e deu início a uma jogada que terminou no pé oportuno de Rafa. O único lance, em toda a primeira parte, capaz de desbloquear um resultado que parecia fechado a sete chaves… e o mérito esteve do lado dos pupilos de João Manuel Pinto.

Se o primeiro tempo começou de forma apática e até desinteressante, Gedson fez questão de evitar a repetição do cenário a poucos minutos jogados do segundo. Fê-lo através de um pontapé fantástico à entrada da área e garantiu uma vantagem bem mais reconfortante para a sua equipa.

O Sertanense reagiu e obrigou Svilar a defesa apertada pouco depois, mas, a partir desse momento, deixou de conseguir ligar com clareza e fluídez os setores. Aproveitou o Benfica que, sem acelerar muito o ritmo de jogo, marcou o terceiro golo por intermédio de Jonas, brasileiro que voltou a fazer o gosto ao pé após um longo período de ausência.

Antes do apito final, Rui Vitória concedeu minutos a João Félix e Jota, sendo que o primeiro até esteve perto de deixar a sua marca.