Portugal parte para a derradeira dupla jornada de qualificação para o Euro de sub-21 pressionado pela obrigação de conquistar seis pontos, que até podem nem ser suficientes para garantir o apuramento.

Se quiser garantir a passagem direta para o terceiro campeonato da Europa consecutivo, depois da final perdida, em 2015, e da saída precoce nos grupos, em 2017, Portugal terá ainda de esperar por um eventual deslize da Roménia, besta negra das Quinas na derrota comprometedora da Capital do Móvel.

Apesar do contexto adverso, Rui Jorge continua a confiar no núcleo duro mais vezes utilizado no último ano. Há dois reforços importantes que chegam da Premier League, como são Dalot e Vinagre (que até têm jogado pouco), mas apenas o primeiro deve receber honras de titularidade, depois de um par de atuações prometedoras no United de Mourinho.

Habituada a exibições consistentes ao longo do reinado de Rui Jorge, este último ano tem servido de lição para a seleção nacional, com uma atração fatal pelo risco, pela passividade defensiva e, aqui e ali, por algum excesso de confiança – vede derrota perante a Roménia. Tudo tem de ser diferente, agora.

Do Liechtenstein pouco se espera. Oito derrotas em outras tantas partidas demonstram um rival pouco capaz de complicar a vida a Portugal. O tempo de ligar o descomplicador chegou, mesmo.

Onze provável de Portugal: Joel Pereira, Diogo Dalot, Ferro, Jorge Fernandes, Pedro Amaral, Eustáquio, João Carvalho, André Horta, Gil Dias, Diogo Jota e Diogo Gonçalves.