A ausência de um treinador principal no banco com o nível exigido e o número insuficiente de jogadores sub-23 em três encontros e no plantel levaram alguns clubes a queixar-se à Liga em março.

A duas jornadas do epílogo da II Liga são alguns os clubes que estão na expectativa no que diz respeito às queixas apresentadas durante o mês de março contra o Santa Clara e as quais ainda não conheceram qualquer decisão, mas que até podem mudar a classificação. A primeira das denúncias diz respeito à figura do treinador principal nas fichas de jogo. Carlos Pinto, por ter apenas o nível II, não poderá ocupar esse papel nos jogos, pelo que é Luís Pires (tem o nível III), coordenador das camadas jovens, o indicado nas fichas de jogo. Porém, alguns clubes descobriram que este último, nalguns jogos, apesar de incluído na ficha técnica, não acompanhou a equipa, situação que poderá levar a multas, mas há quem defenda até a desclassificação e consequente descida de divisão. Outra das denúncias e, provavelmente, aquela que poderá fazer correr mais tinta, está relacionada com o facto de os açorianos nos jogos frente a U. Madeira (25.ª jornada), Gil Vicente (26.ª) e Varzim (27.ª) não terem incluindo um mínimo de dois jogadores sub-23, como está contemplado no artigo 77.º B do regulamento de competições, bem como não terem reduzido “o número de jogadores constantes na ficha técnica na medida de incumprimento” (16 no caso de não terem nenhum sub-23 ou 17 se apenas tiverem um elemento nessas condições). Um eventual castigo poderá até resultar em derrota e perda de pontos, como se pode consultar no artigo 78 do regulamento disciplinar.

Por fim, a queixa mais recente está ligada ao número mínimo de futebolistas sub-23 que devem fazer parte do plantel. De acordo com o artigo 77.º B das competições, o mínimo são cinco jogadores inscritos, mas o Santa Clara poderá ter deixado de cumprir esse requisito desde o mercado de inverno.O Santa Clara é, neste momento, o segundo classificado com os mesmos pontos da Académica e mais um que o Penafiel, mas só os açorianos e o líder Nacional dependem de si próprios para alcançar a subida à I Liga.