Globosporte revelou detalhes nas negociações do Fluminense para a venda de Wendel, médio de 20 anos que foi no último sábado apresentado oficialmente como reforço do Sporting.

Segundo aquela fonte, o Paris Saint-Germain tinha conseguido, em meados de 2017, um acordo verbal com o Fluminense para a compra de Wendel. Das quatro propostas que recebeu, a dos franceses era a mais alta: 10 milhões de euros. Porém, apertado pelas regras do Fair Play Financeiro da UEFA, o PSG não conseguiu as garantias financeiras necessárias e o prazo (120 dias) para fechar o negócio expirou.

A segunda proposta mais alta (8 milhões de euros) foi do CSKA Moscovo, mas o negócio com os russos não avançou. Rejeitada foi também uma venda em prestações, até 2020, como proposto pelo FC Porto.

Ficou o Sporting que, em maio, começou por apresentar a proposta mais baixa: 5 milhões de euros. Os leões retomaram as negociações no início de dezembro, aproveitando a indecisão do PSG, e a venda acabou por se concretizar por 7,5 milhões de euros, pagos de uma assentada, com o Fluminense a salvaguardar 10 por cento das mais-valias numa venda futuro.

As negociações entre Sporting e Fluminense estenderam-se por um mês. Numa fase inicial, os leões pretendiam fazer o negócio «através de um intermediário para remunerar um grupo de investidores que ajudaria na compra», escreve o Globoesporte. Tecnicamente, Wendel seria vendido ao Deportivo Maldonado, do Uruguai, e depois emprestado ao Sporting. Mas o Fluminense exigiu que a transferência fosse efetuada sem intermediários.