A petição pública criada ontem e que pede a demissão imediata da presidente da Associação Raríssimas já ultrapassa as onze mil assinaturas.
“É de todo inadmissível que está senhora [Paula Brito e Costa] continue a desempenhar funções ate que sejam averiguadas todas as provas expostas”, refere o documento, referindo-se à reportagem da TVI que denuncia alegadas irregularidades na gestão financeira da instituição.
Os autores da petição, criada há um dia, apelam à adeão das pessoas, “para que justiça seja feita perante todos os funcionários da mesma instituição e principalmente pelos seus doentes”.

Recorde-se que uma investigação da TVI levanta suspeitas sobre a gestão da presidente da Raríssimas. A reportagem, emitida este sábado, mostra vários documentos que provam que Paula Brito Costa usou dinheiro da associação para gastos pessoais. Além dos donativos, metade do valor recebido pela associação sem fins lucrativos advém de subsídios estatais, uma parcela correspondente a 1,5 milhões de euros. A deputada socialista Sónia Fertuzinhos também está envolvida na polémica por ter viajado para a Noruega paga pela Raríssimas. O atual secretário de estado da Saúde, Manuel Delgado, também é referido: foi consultor da associação e recebia um salário mensal de três mil euros.