A Unidade Local de Saúde do Alto Minho vai iniciar, em Dezembro, um projeto-piloto de hospitalização domiciliária, estratégia lançada pelo Governo, envolvendo dez doentes da unidade de medicina, avançou hoje à Lusa o administrador daquela estrutura.
Em causa está a estratégia para a hospitalização domiciliária, lançada esta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, a implementar no próximo ano, em pelo menos 23 hospitais ou centros hospitalares, permitindo aos doentes que estariam internados recuperar de uma doença aguda em casa, mas recebendo cuidados hospitalares. A hospitalização domiciliária é uma prática recente em Portugal e está apenas desenvolvida em pleno no Hospital Garcia de Orta, o primeiro a ter uma unidade do género, um modelo usado em vários países e que traz vantagens, como evitar infeções hospitalares multirresistentes ou reduzir os custos de internamento.
A medida será implementada numa área situada até cerca de 25 quilómetros da unidade hospitalar, para que seja garantido um controlo mais adequado de cada doente. As unidades de hospitalização domiciliária vão funcionar 24 horas por dia e todos os 365 dias do ano, com apoio médico e de enfermagem em permanência e prevenção à noite. O doente que esteja hospitalizado no domicílio terá acesso aos medicamentos exatamente como se estivesse internado no hospital.