O Prémio Nobel da Química deste ano foi atribuído a John B. Goodenough, a M. Stanley Whittingham e a Akira Yoshino pelo seu trabalho no desenvolvimento de baterias de iões de lítio, revelou a Real Academia de Ciências da Suécia.
O comité justificou a sua escolha pela forma como as baterias de iões de lítio “revolucionaram as nossas vidas e são usadas em tudo, desde telemóveis a portáteis e veículos elétricos”.

M. Stanley Wittingham, da universidade norte-americana de Binghamton, nasceu no Reino Unido em 1941, e na década de 1970, em plena crise do petróleo, “começou a investigar supercondutores e descobriu um material extremamente rico em energia, que usou para criar um cátodo inovador numa bateria de lítio”.
O americano John B. Goodenough, nascido na Alemanha em 1922, é o mais velho laureado com o Nobel e “previu que o cátodo poderia ter ainda mais potencial se usado com um óxido de metal em vez de um sulfureto de metal”, duplicando a voltagem das baterias de dois para quatro volts.
Quanto ao japonês Akira Yoshino, professor nas universidades de Osaka e Meijo, criou “a primeira bateria de iões de lítio comercialmente viável em 1985”, uma bateria “leve e resistente que podia ser carregada centenas de vezes antes de se deteriorar”.

Já foram entregues os Prémios Nobel da Medicina e o da Física. Ainda faltam atribuir os Nobel da Literatura de 2018 e de 2019, o Prémio Nobel da Paz e o da Economia.

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