Três famílias portuguesas fazem parte de um grupo de 11, de vários países, que apresenta hoje ao Tribunal da União Europeia uma ação contra instituições europeias, considerando que não fazem o possível contra as alterações climáticas. A ação legal promovida pelas famílias de diversas partes do mundo é contra o Parlamento e o Conselho Europeu, baseando-se no argumento de que a União Europeia não está a fazer tudo o que está ao seu alcance para combater as alterações climáticas e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos relacionados com os efeitos adversos das mudanças no clima.
O grupo de cidadãos de Portugal, Alemanha, França, Itália, Roménia, Gronelândia, Fiji e Quénia envolvidos neste caso, chamado em inglês ‘People’s Climate Case’, é acompanhado por organizações de defesa do ambiente, como a portuguesa Associação Sistema Terrestre Sustentável – Zero, por advogados e por cientistas que acreditam que a União Europeia pode e deve ser mais ambiciosa na meta de redução das emissões de gases com efeito de estufa, principais responsáveis pelas alterações climáticas. Representando setores de atividade dependentes do equilíbrio das condições do clima, como a floresta, a agricultura e a apicultura, os portugueses envolvidos na iniciativa são unânimes na necessidade de definir políticas abrangentes, e não só nacionais, que permitam lidar com os efeitos já sentidos e que tendem a agravar-se.