O presidente da Liga, Pedro Proença, mostrou-se ontem preocupado com a demora na decisão do processo que decorre no Conselho de Disciplina (CD) da FPF, o qual envolve o Santa Clara na sequência de participações da Académica e União da Madeira. Em causa, recorde-se, estará a falta de habilitações de Carlos Pinto, treinador principal dos açorianos na última época, e o facto de Luís Pires, elemento da equipa técnica que preenchia esse requisito e cujo nome aparecia na ficha de jogo como treinador principal, não ter estado no banco em diversos jogos. O desfecho deste caso poderá resultar na anulação da subida de divisão dos açorianos.

«A Liga respeita a separação de poderes e os órgãos disciplinares decidirão esse caso pendente. Mas não queríamos que existissem ainda estes temas por decidir», afirmou o presidente da Liga à margem de reunião com presidentes das associações de jogadores, treinadores e árbitros, recordando, em jeito de sublinhado, que o campeonato começa em breve (o primeiro jogo é dia 10).

O processo conheceu ontem um impasse devido à ausência de Rui Cordeiro, presidente da SAD dos insulares, e do Instrutor da Comissão de Inquéritos da Liga na audiência disciplinar no CD da FPF. O líder dos encarnados de Ponta Delgada apresentou um certificado de incapacidade por «doença natural súbita e prolongada» e solicitou o adiamento da audiência. O pedido, porém, foi indeferido pelo CD da FPF, decisão justificada com a «urgência do processo, em face de a acusação recebida poder ter implicações nas competições 2018/2019».

Da parte do Santa Clara estiveram na audiência o diretor desportivo, Diogo Boa-Alma, e um advogado da SAD, tendo o primeiro alegado que «nunca foi comunicada qualquer infração» relativamente ao ex-treinador Carlos Pinto, sobre o qual recai a acusação. Sem a referida comunicação, os açorianos presumiram que «estava tudo bem».

A aguardar desenvolvimentos permanecem Académico de Viseu, Académica e União de Madeira, partes interessadas na penalização do Santa Clara.