O Brasil vai ter esta sexta-feira uma prova de fogo contra os ‘Diabos Vermelhos’ da Bélgica nos quartos de final do Mundial da Rússia, horas depois de o Uruguai enfrentar a equipa francesa por um lugar nas meias finais da competição.

Após eliminar o México nos oitavos de final, a seleção brasileira vai encontrar a perigosa e efetiva Bélgica, comandada pelo técnico espanhol Roberto Martínez, uma das sensações do Mundial.

Os belgas bateram o Japão numa reviravolta por 3-2 nos oitavos, depois de estarem a perder por 2-0, com um golo nos descontos de Nacer Chadli, o que elevou ainda mais a confiança de uma equipa que já tinha disputado uma impecável fase de grupos.

“Quando se joga contra o Brasil é preciso saber que se trata da melhor equipa da competição. Não acredito que sejamos os favoritos e ninguém pode contar que vamos estar nas meias finais, por isso devemos aproveitar desde o primeiro segundo”, declarou Martínez.

O Brasil, que não terá Casemiro (por acumulação de cartões), voltará a apostar no talento de Neymar, o jogador com mais remates enquadrados (23), oportunidades criadas (16) e dribles (40) deste Mundial.

Mas apesar de contar com jogadores como Neymar, Philippe Coutinho, Gabriel Jesus, Willian e Thiago Silva, o técnico Tite não fala em favoritismo, pelo menos contra uma equipa que tem Eden Hazard e Romelu Lukaku.

“O nível que alcançámos são os quartos de final. A equipa ainda precisa de se afirmar. Não vou dizer que somos favoritos (…). Tudo está em aberto”, declarou Tite.

A Bélgica numa venceu uma equipa sul americana em fases a eliminar do Campeonato do Mundo, como também não foi capaz de marcar nenhum golo.

O Uruguai vai precisar de todo o talento do ‘Pistoleiro’ Luis Suárez, que seguramente não vai poder contar com o parceiro favorito, Edinson Cavani, lesionado.

A Associação Uruguaia de Futebol (AUF) informou que o ‘Matador’ Cavani tem um edema na parte interna da perna esquerda “sem rutura muscular”, o que o afastou dos treinos desta semana. Cristhian Stuani é um possível substituto.

Caso vença ainda a França, a “Celeste” volta às meias finais oito anos depois de cair nesta fase no Mundial da África do Sul, contra a Holanda (3-2), e poderá enfrentar o Brasil, que eliminou os uruguaios no México 1970 (3-1) na penúltima ronda antes do tricampeonato.

“Todas as equipas que estão aqui querem ganhar o Campeonato do Mundo, mas tudo depende de vencer na sexta-feira. Sabemos da importância dos quartos de final e ganhar a França permite-nos sonhar mais alto para atingir o objetivo que todos queremos”, disse o capitão Diego Godín.

A história favorece os uruguaios, que nunca foram derrotados pela França em Campeonatos do Mundo. Venceram no Mundial de Inglaterra em 1966 (2-1) e empataram na Coreia do Sul/Japão em 2002 (0-0) e na África do Sul (0-0).