Os médicos de todo o país estão desde as 00:00 de hoje em greve, um dia de paralisação nacional que se segue a greves regionais nas últimas semanas. Em comunicado, o Sindicato Independente dos Médicos considera que o ministro da saúde não foi sensível aos problemas dos profissionais nem aos problemas do Serviço Nacional de Saúde. Os sindicatos pretendem uma redução das listas de utentes por médicos de família e uma redução de 18 para 12 horas semanais no serviço de urgência. É ainda reclamada uma reformulação dos incentivos à fixação em zonas carenciadas, uma revisão da carreira médica e respetivas grelhas salariais e a diminuição da idade da reforma para os médicos, entre outras medidas. Apesar da greve, o Ministro da Saúde garante que há condições para encontrar consensos com os Sindicatos:

A greve decretada pelo Sindicato Independente e pela Federação Nacional de Médicos deve afetar consultas e cirurgias programadas, mas estão assegurados os serviços mínimos, como urgências, quimioterapia, radioterapia, transplante, diálise, imuno-hemoterapia ou cuidados paliativos em internamento.
Entretanto, a Direção-geral de Saúde divulgou o balanço atualizado sobre o surto de legionella no São Francisco Xavier. Aquela entidade revela que há três novos casos de infeção com a doença dos legionários, permanecendo cinco pessoas internadas nos cuidados intensivos.