Luisão e Benfica chegaram a entendimento para rescindir o contrato e o anúncio da separação, numa cerimónia especialmente organizada para o efeito, está para breve. Aos 37 anos, com mais de 15 de ligação às águias, o defesa-central despede-se da Luz como o jogador que mais troféus conquistou de águia ao peito. Venceu seis campeonatos, três Taças de Portugal, sete Taças da Liga e quatro Supertaças. Foi convidado por Luís Filipe Vieira, presidente dos encarnados, para manter-se na estrutura do Benfica, na qualidade de diretor para as relações internacionais.

Contratado pelo Benfica ao Cruzeiro no verão de 2003, por €5 milhões, Luisão chegou a Lisboa a 22 de agosto de 2003. Integrou o plantel comandado por Jose António Camacho e estreou-se, a 14 de setembro, no Benfica-Belenenses, marcando um golo (3-3). Ganhou a titularidade logo nessa época, viveu momentos conturbados da mudança para a nova Luz, foi o único jogador a acompanhar Vieira durante os últimos 15 anos, somou 342 vitórias, 101 empates e 95 derrotas, superou Nené (19) e Coluna (18) em número de troféus, embora tanto o antigo avançado como o monstro sagrado tenham vencido 10 campeonatos.

Vieira sempre deixou claro que Luisão jogaria no Benfica até querer. Foi, por isso, que renovou no último verão por mais um ano, até 2019, mas depressa se percebeu que não fazia parte dos planos de Rui Vitória. Na pré-época, o capitão das águias só foi utilizado uma vez, sete minutos contra o Sevilha, num particular na Suíça.

O Benfica, como se sabe, contratou Germán Conti e Lema, dois centrais argentinos, esta temporada, e Luisão foi perdendo a expectativa de poder dar o contributo à equipa com regularidade. Não chegou, sequer, a sentar-se no banco dos suplentes em qualquer jogo oficial e não foi inscrito na Champions. Tomou, então, a iniciativa de pôr ponto um final na ligação de 15 anos, dois meses e dois dias.

Luisão decidiu, também, acabar a carreira. Mas, provavelmente, continuará no Benfica. Recebeu a oferta para representar as águias nos compromissos internacionais, substituindo, na prática, o antigo avançado Nuno Gomes, que deixou o cargo sem substituto quando aceitou a direção do centro de estágio do Seixal.