A forma como Iker Casillas recuperou o estatuto de número um na baliza portista na fase final da temporada limitou por completo a ação de José Sá. O guarda-redes deixou a equipa a seguir à derrota em casa com o Liverpool e a partir desse momento tão penoso não voltaria a assumir-se.

Numa época, José Sá viveu emoções de sobra – visitou o oito e depois o oitenta num par de meses.  Começou como suplente de Casillas, a seguir roubou o estatuto de figura principal a um dos melhores de sempre e por fim terminou como quarto guarda-redes do plantel e na sombra de Vaná e Fabiano.

Aparentemente, José Sá avança para 2018/19 nessa mesma linha. A renovação de Casillas, a recuperação plena de Fabiano e o reforço de estatuto de Vaná são razões a considerar na hierarquia da baliza, não podendo também ignorar-se neste puzzle a crescente afirmação de Diogo Costa, o guarda-redes da equipa B.

José Sá, portanto, nada tem como garantido, e a hipótese de saída do Dragão ganha forma. O Wolverhampton, que este ano ascendeu à Premier League, procura um guarda-redes e tem-no debaixo de olho. Nuno Espírito Santo aprecia bastante as qualidades do guarda-redes dos dragões e considera que ele tem valor para suportar as exigências em Inglaterra. O treinador dos wolves, aliás, lançou José Sá para o primeiro plano com a camisola portista, apostando nele nas taças ao longo da época 2016/17, para depois concretizar a aposta no último jogo da Liga, frente ao Moreirense.