Pouco passava das 13.40 horas quando Vítor Hugo Valente entrou no Pavilhão Antoine Velge para exercer o direito de voto. Colocada a cruz no boletim, ficou uns minutos à conversa com Paulo Santos, vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral, e naquele momento decidiram que a tomada de posse seria feita imediatamente após a contagem dos votos, como mandam os estatutos e se voltou a verificar.

Logo depois, estava Vítor Hugo Valente a dirigir-se para a saída, entrou o treinador José Couceiro. Passaram a pouco mais de 50 centímetros, o novo presidente ainda olhou para o lado, mas não aconteceu o tão aguardado cumprimento.

Confrontámos Vítor Hugo Valente com a ausência do aperto de mão, mas diz o novo presidente que não é por aí que haverá polémica.

«Estava a falar e quando me disseram ele já tinha passado e com ele acredito que aconteceu o mesmo. Se tenho alguma crítica a fazer ao trabalho do treinador? Claro que não, nem a ele nem aos jogadores. Já disse aos sócios que todos os que vestem a nossa camisola e lutam pelo nosso clube têm de ser defendidos. Isso será assim para sempre no Vitória.» A promessa está feita.