O incêndio que eclodiu ontem, na Lousã, destruiu centenas ou mesmo milhares de colmeias, o que “compromete o futuro” da atividade apícola na região, disse hoje uma responsável da Cooperativa Lousãmel.
“Não sobreviveu nada num raio de muitos quilómetros”, afirmou à agência Lusa Ana Paula Sançana, diretora executiva da Lousãmel, a entidade que gere a Denominação de Origem Protegida da Serra da Lousã e que reúne 450 associados de diferentes concelhos.
Não sendo possível fazer de momento um levantamento completo da destruição causada pelo fogo nos apiários da zona, confirmou para já que arderam 300 colmeias, propriedade de “apenas três ou quatro apicultores”.
Estas unidades apícolas pertencem maioritariamente ao presidente e ao vice-presidente da Lousãmel, António Carvalho e João Marta Soares, respetivamente, cujos apiários se localizavam, designadamente, em Serpins, concelho da Lousã, e no município vizinho de Vila Nova de Poiares.