O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, admitiu, em entrevista ao jornal i, o racionamento da água durante a noite em algumas localidades onde há perdas significativas e aconselha a população a habituar-se a gastar menos devido à seca que o país atravessa. O governante aponta como medidas essenciais para a poupança de água a toma de banhos mais rápidos, eventualmente mais espaçados no tempo, uma utilização mais disciplinada dos sanitários, não lavar os dentes, as mãos ou a loiça com água a correr e efetuar regas de jardim com água já usada e durante a noite. Já esta manhã, em declarações à RTP, o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, defende também que os municípios devem reduzir as pressões de água:


As medidas preconizadas pelo Governo para a popupança de água, neste período de seca que o país atravessa. Questionado sobre se a falta de água pode vir a causar aumentos nas faturas da água e da eletricidade, Carlos Martins disse que este ano ainda não, porque os preços são regulados anualmente pela entidade reguladora, que é independente e não depende do Governo. De recordar que, segundo o IPMA, a 15 de novembro cerca de 6% do território de Portugal Continental estava em seca severa e 94% em seca extrema. Entretanto, a chuva regressa já quarta-feira, mas apenas nas regiões do norte. No entanto, a metereologista Joana Sanches alerta que a precipitação dos próximo dias será insuficiente para resolver o problema da seca:


Chuva está de regresso amanhã, mas ainda em quantidade insuficiente para minorar os efeitos da seca.