Frederico Varandas anunciou, esta quinta-feira, nas redes sociais, a sua demissão do departamento médico do Sporting.

Depois de elogiar o trabalho de Bruno de Carvalho à frente dos destinos do clube, explica o clínico que a «faceta autocrática e sectária» do presidente dos leões, sublinhada nos acontecimentos dos últimos meses, torna «impossível» a sua continuidade em Alvalade.

«No momento em que se produzem sucessivos episódios desviantes deste nosso Património comum, faço questão de ficar completamente livre para participar numa solução de governação do SCP que respeite os princípios democráticos, éticos e competitivos que marcam a nossa História», salienta Frederico Varandas, no Instagram, manifestando, em seguida, a intenção de liderar uma solução alternativa:

«Esta minha demissão não deve, pois, ser vista como um afastamento da Vida do SCP. Constitui, na realidade, um primeiro passo para liderar uma solução de Direção do nosso Clube que seja convergente com o nosso desígnio histórico, respeitando os nossos fins, os nossos valores, a nossa identidade, visando a harmonia entre associados e a projeção ambiciosa no futuro que todos queremos.»

Mensagem de Frederico Varandas:

Sportinguistas,
Hoje entreguei ao presidente do nosso Clube, Dr. Bruno de Carvalho, uma carta comunicando a minha saída do Departamento Médico da Sporting SAD. Tenho a honra de ter crescido numa família de dedicados sportinguistas e tenho estado ativamente ligado às atividades do Sporting. Sinto e vivo Sporting desde os 3 anos e até hoje, mesmo nos momentos mais críticos da minha vida, como na comissão de serviço militar no Afeganistão, nunca deixei de respirar “Sporting”. Tive com o atual presidente, desde que ele confirmou a minha colaboração ao tomar posse no seu primeiro mandato, a máxima lealdade e revejo-me em grande parte no património material e imaterial que ele deixa ao nosso Clube.
Revejo-me na valorização dada às Modalidades, no aumento de exigência e ambição competitiva do Futebol Profissional, na concretização do projeto do Pavilhão João Rocha, na atenção aos Núcleos, na dinamização dos Associados e Adeptos.
E revejo-me na capacidade demonstrada nos primeiros anos de presidência de convocar os Sócios a participar na vida do nosso Clube.
Infelizmente, os acontecimentos dos últimos meses sublinharam a faceta autocrática e sectária do Dr. Bruno de Carvalho, tornando impossível a minha permanência sob pena de faltar ao meu superior dever de Lealdade para com o Sporting. No momento em que se produzem sucessivos episódios desviantes deste nosso Património comum, faço questão de ficar completamente livre para participar numa solução de governação do SCP que respeite os princípios democráticos, éticos e competitivos que marcam a nossa História. Esta minha demissão não deve, pois, ser vista como um afastamento da Vida do SCP. Constitui, na realidade, um primeiro passo para liderar uma solução de Direção do nosso Clube que seja convergente com o nosso desígnio histórico, respeitando os nossos fins, os nossos valores, a nossa identidade, visando a harmonia entre associados e a projeção ambiciosa no futuro que todos queremos. Viva o Sporting Clube de Portugal.