O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, foi ouvido esta quarta-feira em tribunal na quinta e última sessão do processo movido pelo Benfica em torno da divulgação de emails do clube.
Francisco J. Marques, ouvido na condição de réu, revelou que recebeu os primeiros emails em abril de 2017, garantindo desconhecer por quem foram enviados. A divulgação dos mesmos, disse ao juiz Paulo Teixeira Pinto, visou apenas o interesse público de revelar «as tramoias do Benfica».
O diretor referiu ainda que não pediu ordem à SAD do FC Porto para começar a divulgar a informação através do Porto Canal, explicando que só na tarde anterior ao primeiro programa tenha informado os administradores Pinto da Costa, Adelino Caldeira e Fernando Gomes.
Confirmando que apenas ele e Diogo Faria tinham acesso a um computador que se encontrava numa sala fechada, Francisco J. Marques revelou ainda que ganhou cerca de 3.500 euros com o livro ‘O polvo encarnado’. Das suas declarações destaca-se ainda uma acusação: «Estamos aqui sentados porque o Benfica acha que o FC Porto fazia espionagem, quando era o Benfica que o fazia aos concorrentes e aos árbitros.»
As alegações finais serão feitas por escrito num prazo de 10 dias, devendo a sentença ser produzida 30 dias após a secção de processos concluir os autos. Os encarnados, recorde-se, pedem indemnização de 17,7 milhões de euros por danos causados pela revelação dos emails.

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