A Proteção Civil deu como dominado, esta manhã, o incêndio de Góis, que tinha alastrado aos concelhos de Pampilhosa da Serra e Arganil, no distrito de Coimbra. E o fogo que lavrava em Pedrógão Grande, Leiria, desde sábado e que matou 64 pessoas, entrou em fase de rescaldo ao quinto dia. Ainda não é tempo de descanso para os bombeiros, com a perspetiva de vários dias para consolidar o rescaldo da área ardida. O comandante operacional, António Ribeiro, faz o ponto de situação, relativamente ao incêndio de Pedrógão:

Já esta manhã, Carlos Tavares, Comandante Operacional Distrital de Coimbra, tinha feito o mesmo, em relação a Góis:

Incêndios de Góis e Pedrógão estão dominados, agora é tempo de consolidar o perímetro e fazer face a eventuais reacendimentos. Entretanto, estes concelhos estão hoje em risco elevado de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, pelo que a atenção dos bombeiros terá de ser redobrada. Apesar da Polícia Judiciária ter afirmado que este incêndio, que vitimou 64 pessoas e causou quase duas centenas de feridos, teve início numa trovoada seca, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses tem dúvidas. Jaime Marta Soares diz estar convicto que o incêndio foi provocado por mão criminosa e aplaude o facto da Polícia Judiciária já ter informado que prentende ouvi-lo sobre esta matéria:

Entretanto, os funerais e as homenagens às vítimas deste incêndio vão continuar ao longo dos próximos dias. A ministra da Justiça revelou ontem que estão concluídas as autópsias, apesar de nem todos os corpos terem sido identificados.