Mais de um mês depois do jogo com o Estoril ter sido interrompido ao intervalo, devido a problemas de segurança numa bancada, o FC Porto regressa, neste final de tarde, ao Estádio António Coimbra da Mota para completar a partida, a qual está a perder por uma bola a zero, fruto do golo apontado por Eduardo, de livre direto.
Afigura-se complicada a tarefa dos dragões na Amoreira, onde têm somente 45 minutos para inverter o resultado negativo e manter o estatuto de única equipa imbatível na Liga – e restantes provas internas. Desafio que se coloca com o aliciante de uma liderança ainda mais folgada: a reviravolta nesta segunda parte permitiria deixar os rivais Sporting e Benfica a cinco pontos de distância.
É crível que Sérgio Conceição aposte as fichas todas no ataque nos 45 minutos que restam disputar do jogo iniciado em janeiro. Na altura, o técnico fez várias alterações, como lançar Ricardo, à direita, e Layún, sobre a esquerda, no meio-campo. Opções que, posteriormente, admitiu não terem alcançado pleno sucesso.
Daí que o assalto à baliza dos canarinhos possa incluir nomes de peso, entre eles Corona, Brahimi, Marega e Soares. Este último, por sinal, está a atravessar excelente momento, como atesta o facto de ter marcado cinco golos nos últimos quatro compromissos – ficou em branco apenas na goleada sofrida com o Liverpool.
À semelhança do que acontece, normalmente, em todos os jogos, o FC Porto terá de reentrar no relvado dos estorilistas com elevados índices de intensidade, com pressão alta e forte, na tentativa de sufocar ou, pelo menos, condicionar o pensamento do adversário. Estratégia que deverá ser, hoje, reeditada, calculando todos os riscos.
Mais do que nunca, os dragões precisarão da genialidade de Corona e Brahimi ao serviço do coletivo para furar a muralha defensiva do opositor. Que, estando em vantagem do placard, tentará conservar essa condição até ao apito final… sem deixar de estar atento aos espaços que a tentação azul e branca poderá criar na sua retaguarda.