O FC Porto foi o último dos três grandes a entrar em campo, nesta 32.ª jornada. Com a derrota caseira do Benfica, os dragões tinham, nos Barreiros, a possibilidade de ficar apenas a um ponto do título nacional. A vitória, essa, tardou, mas não falhou.

Mas a tarefa não foi fácil. O Marítimo deu luta, muita luta, e o triunfo só ficou consumado ao minuto 89′, após um golo de Marega, na sequência de um lance de bola parada. O FC Porto conquistou os três pontos e falta-lhe, apenas, um ponto para se sagrar campeão nacional.

Daniel Ramos tinha a estratégia muito bem montada. O plano era claro: não deixar o FC Porto jogar. A equipa insular, com um bloco baixo, defendia de forma organizada, com as linhas fechadas.

Porém, não se limitou a defender. Com as posições bem definidas, os jogadores do Marítimo reagiam rapidamente, apostando no contra-ataque rápido, de forma a surpreender a equipa azul e branca. E conseguiram fazê-lo.

No entanto, aos 40 minutos, um ‘golpe’ acabou por ‘deitar abaixo’ o plano feito pelo técnico caseiro. Amir foi expulso, depois de uma falta sobre Soares, e o Marítimo ficou reduzido a dez unidades, com Charles  a entrar para defender as redes.

A partir daqui, a história foi outra. A formação madeirense ‘encostou-se’ às cordas. Continuou a defender bem, mesmo com menos um elemento, mas deixou de conseguir ‘bater o pé’ no capítulo ofensivo. Sérgio Conceição soube ler o jogo e lançou Corona, que abriu espaços, deu mais vertigem e jogo exterior à equipa.

As ameaças começaram a avolumar-se e o golo, esse, acabou por surgir. Depois de várias insistências (Soares e Marega) e com o Marítimo a gerir o ‘prejuízo’, com a equipa a dar sinais de cansaço, foi o maliano a desatar o nó do empate, aos 89 minutos, com uma cabeçada mortífera.

Um resultado que, apesar da exibição do Marítimo, espelhou a insistência azul e branca que, com este resultado, ocupa a primeira posição da tabela classificativa com 82 pontos, mais cinco pontos do que os rivais Sporting e Benfica.