O regresso de Fábio Coentrão a Vila do Conde abriu muitas bocas de espanto. Em entrevista a A BOLA, António Silva Campos, presidente do Rio Ave, admite que demorou a convencer-se dessa possibilidade, mas não podia estar mais feliz com o desfecho das negociações.

«Fomos acompanhando a sua situação, sabíamos que não tinha clube. Com um telefonema e a intervenção do nosso diretor desportivo, o André Vilas Boas, endereçámos-lhe o convite… mas não estava muito confiante. A verdade é que ele cumpriu com a sua palavra. É uma pessoa apaixonada pelo Rio Ave, um exemplo do que é sentir o clube», anota, com agrado.

«Admiro-o e estimo-o muito. Há 10 anos, quando entrei no clube, estávamos no último lugar e a perspetiva de permanência era muito negra. Ele estava em Espanha, cedido pelo Benfica. Falei com o presidente Luís Filipe Vieira para saber se era possível contar com ele e ele disse-me que era uma questão de acertar com o jogador. Já tinha um bom ordenado no Saragoça e avisei-o logo que não tinha condições de lhe oferecer o mesmo. Mas ele disse logo que voltava para ajudar o Rio Ave a ficar na Liga, apesar do interesse de outros clubes. A verdade é que fizemos boa segunda volta e agarrámos a permanência», recorda.

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