A Direção da Federação Portuguesa de Futebol ficou bastante alarmada com as notícias que dão conta de uma proposta apresentada por um grupo de trabalho composto por União, Covilhã, Leixões, Varzim e Santa Clara (clubes da Liga 2), que pretende integrar no Regulamento de Competições uma série de regras que podem colocar em causa a presença das equipas B no segundo escalão do futebol profissional, nomeadamente a limitação no seu número (promovendo a descida ao Campeonato de Portugal) das equipas B piores classificadas nas épocas 2018/2019 e 2019/2020 ou o aumento das verbas de inscrição (atualmente fixadas em 50 mil euros das equipas B) consoante o orçamento dos clubes.
Entende a FPF e o seu presidente, Fernando Gomes – que introduziu as equipas B nas provas profissionais enquanto presidente da Liga – que, a ir para a frente, estas propostas constituirão um enorme retrocesso numa das medidas mais aplaudidas das últimas épocas, colocando até em risco a competitividade dos jovens jogadores portugueses, que encontram nas equipas secundárias dos principais clubes um espaço de evolução nas suas carreiras, da qual as próprias seleções nacionais acabam por beneficiar.

Por isso mesmo, assim que tomou conhecimento das notícias que dão conta da intenção de limitar o número de equipas na Liga 2 – ou até mesmo de, devido ao aumento da taxa de inscrição convidar os clubes a extinguirem essas equipas -, a Federação Portuguesa de Futebol criou uma unidade multidisciplinar que, conversando com as partes interessadas e através da realização de estudos sobre o impacto das equipas B no futebol português, encontre uma solução para esta questão.

O exemplo inglês, onde foi criada uma competição para equipas sub-23, está a ser estudado com muita atenção na Cidade do Futebol, até pelos excelentes resultados que as seleções jovens de Inglaterra têm conseguido a nível internacional. Não quer isto dizer que seja introduzido em Portugal um sistema semelhante, mas trata-se de um exemplo para o qual os responsáveis da FPF olham na tentativa de encontrar uma solução caso a proposta do tal grupo de trabalho vá em frente.