A Polícia de Segurança Pública identificou sete indivíduos suspeitos de picharem ou grafitarem paredes em Coimbra, nos últimos cinco anos, disse o Comando Distrital, sublinhando que está atenta ao fenómeno.
As pichagens na Alta de Coimbra não são recentes, mas nos últimos anos tem-se assistido a uma proliferação de mensagens, ‘tags’ e rabiscos que já afetam o criptopórtico romano, o Museu Nacional Machado de Castro, a Sé Velha e a Igreja de São Salvador, uma das mais antigas da cidade.
Segundo a PSP, foram abertos, ao todo, seis processos-crime e um processo de contraordenação, sendo que, na sequência de uma denúncia recentemente efetuada por um cidadão, foi iniciado um outro processo-crime cujo inquérito está já a decorrer. Sobre a aplicação das contraordenações da Lei 61/2013, que estabelece multas até 25 mil euros para grafitos, a PSP refere que a sua atuação é essencialmente da competência da Polícia Municipal. Para atacar o problema, o Comando Distrital da PSP considera que, tendo em conta os estudos realizados e os resultados obtidos em diversas cidades, a videovigilância constitui-se, cada vez mais, como uma ferramenta determinante na proteção de pessoas e bens e na prevenção da criminalidade em espaços públicos.