Sebastian Coates foi o primeiro a aperceber-se da perda de sentidos de Salin, guarda-redes do Sporting que no lance do segundo golo do Portimonense, em jogo de Liga, embateu com violência no poste e ficou inconsciente. O defesa-central correu para o francês e puxou-lhe a língua, evitando que este asfixiasse.

Quando há um traumatismo craniano com perda de conhecimentos, a língua tem tendência a cair para trás e assim obstruir as vias aéreas. Costuma dizer-se, numa linguagem mais popular, que se engole a língua e não se consegue respirar. Nessas ocasiões, deve virar-se o acidentado na posição lateral de segurança, abrir-lhe a boca e puxar a língua, procedimento fundamental para evitar a asfixia. Foi precisamente isso que Coates fez.

O uruguaio não terá qualquer tipo de formação nesta área e terá atuado por instinto, mostrando no entanto conhecimentos de como proceder. Um gesto que mereceu o agradecimento de todos, com vários compatriotas a louvarem o ato.