Em conferência de Imprensa, Bruno de Carvalho reagiu ao anúncio de marcação de uma Assembleia Geral para a sua destituição da presidência do Sporting.

«É dos dias mais tristes que vivi no Sporting. Quem me conhece sabe que cada derrota e cada não conquista são marcantes para mim, mas hoje, acumulado com a reunião do dia 21, é o momento institucional mais triste da minha vida», começou por dizer Bruno de Carvalho, após cerca de três horas de reunião com os restantes órgãos sociais do clube.

O líder da Mesa da Assembleia Geral anunciou a realização de uma reunião-magna para 23 de junho, mas Bruno de Carvalho mostrou-se inconformado:

«Pedimos várias vezes, dando todos os argumentos à Mesa da Assembleia Geral, para que não fizessem o que fizeram. Tudo isto vai colocar em causa o empréstimo obrigacionista que seria realizado no final deste mês e o início do próximo. Não quero dividir o Sporting ou os sportinguistas, apenas explico o que aconteceu. Não foram minimamente sensíveis aos interesses do Sporting. Deitaram abaixo todo o trabalho que fizemos com os bancos. Mas não houve nada que os pudesse demover. Põe em causa a preparação da época, a contratação e a venda de jogadores, a restruturação financeira. Tentámos tudo, pedimos que nos dessem os motivos para nos demitirmos, mas disseram que não queriam entrar em discussões. Foram palavras vagas, no meu entender irresponsáveis, não é assim que se lida com este tipo de assuntos.»

Para Bruno de Carvalho foi lançada uma autêntica «bomba atómica». «Jaime Marta Soares está cheio de ilegalidades. Apenas serviu para parar o empréstimo obrigacionistas e travar a preparação da nova época. Continuamos aqui em defesa do Sporting, mas não nos quiseram ouvir e lançaram uma bomba atómica», vincou.