Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting, voltou a apelar que o deixem candidatar-se às eleições do clube agendadas para o dia 8 de setembro, apontando críticas aos restantes candidatos já assumidos.

«Os candidatos têm uma característica que não reconhecia: a cobardia. Não são defensores de um clube democrata. O Sporting neste momento devia ter paz suficiente para fazer eleições. Se eu sou um elemento assim tão mal visto no universo sportinguista, isso deveria ser julgado nas urnas. Não posso virar as costas ao Sporting, ainda para mais quando há pessoas que estão de assalto ao clube e que não defendem os seus interesses. Nove candidaturas? Só me beneficia numa coisa: todo aquele clima do horror e da tragédia que se pintou é mentira. Deixei no Sporting um poço de petróleo e uma mina de ouro. O clube está muito apetecível», afirmou Bruno de Carvalho em entrevista à Sport TV, fazendo um balanço do seu tempo à frente do emblema leonino:

«Foram cinco anos e meio de trabalho duro. As pessoas já se esqueceram que quando cheguei todos os jogadores das modalidades poderiam ter rescindido. Tirei uma equipa do 7.º lugar e coloquei-a a lutar pelo título. Consegui passar de 500 milhões de euros de dívida para 250 milhões. Foi o único mandato completamente positivo na SAD e no clube. Eu sou a prova provada de que é possível pegar numa SAD falida e transformá-la num SAD sólida financeiramente e construir equipas altamente competitivas. Isto tudo para além do Pavilhão. Dei património ao clube. Um presidente que faz este trabalho e tem este know-how acumulado… Acho que as pessoas me deviam dar uma segunda oportunidade. É só isso que eu quero».