Deixar a presidência do Sporting é, neste momento, cenário que Bruno de Carvalho não admite. Bruno de Carvalho entende manter todas as condições para continuar na presidência do Sporting, estando nesse sentido a preparar-se para tomar um conjunto de medidas que podem, no seu entender, resolver a crise em que o clube de Alvalade mergulhou nas 72 horas que se seguiram ao encontro com o Atl. Madrid e ao post que o colocou em guerra com o plantel.
A primeira medida nesse sentido, foi tomada quando Bruno de Carvalho decidiu fechar a sua conta de Facebook, um sinal de que o presidente pretende mudar a sua estratégia de comunicação, ficando menos exposto, conforme lhe foi pedido, nos últimos dias, por muitos dos que continuam a apoiá-lo. Esta foi uma medida que, no entender do presidente leonino, conseguiu acalmar alguns dos sócios que, na noite de domingo, deixaram bem claro o seu descontentamento durante e após o encontro com o Paços de Ferreira.
Mas Bruno de Carvalho pondera outros passos para ultrapassar a crise. Admitindo que o nascimento iminente da filha (que nasceu anteontem) lhe provocou um stress acima do normal, o líder leonino equaciona aproveitar a licença de paternidade para descansar – um afastamento de cerca de duas semanas que, entende, será suficiente para acalmar e voltar em condições de reassumir as funções que exerce há cinco anos. O corte com a rotina no Sporting vai, considera Bruno de Carvalho, permitir-lhe estar focado única e exclusivamente na família, onde poderá encontrar a serenidade e a tranquilidade para voltar a abraçar os vários desafios que tem no Sporting.
Depois disso o presidente leonino admite resolver a situação que originou a mais profunda crise da sua presidência no Sporting. Para isso, um dos seus objetivos, depois de reassumir a presidência, passa por ter uma conversa franca com os jogadores e com a equipa técnica, no sentido de chegar a um entendimento que lhes permita ultrapassar as divergências e, em nome dos superiores interesses do clube, permitir que o final de temporada decorra sem mais sobressaltos.
Aqui, há a registar, ainda, o empenho do treinador, Jorge Jesus, bem como do team manager, André Geraldes, pois têm sido eles os principais mediadores de um conflito que começa, sempre no entendimento do presidente do Sporting, a arrefecer, com boas perspetivas de ser ultrapassado em breve.
Resumindo, no entendimento de Bruno de Carvalho não há qualquer motivo que o faça pensar em deixar a presidência do Sporting. E mesmo as movimentações de um círculo muito próximo no sentido de encontrarem uma solução interina que permita prosseguir a política preconizada nos últimos cinco anos (de que damos conta nas próximas páginas) parece ser suficiente para convencê-lo a afastar-se por mais do que o tempo que considera necessário para descansar.
Esta é, pois, a posição que faltava. Mas todos os cenários continuam, neste momento, em aberto.