O tema vai adquirindo urgência crescente. Herrera e Brahimi, ambos de 28 anos, terminam contrato com o FC Porto no final da época. Os regulamentos da FIFA dão-lhes total liberdade para em janeiro se comprometerem com outros clubes e isso é o suficiente para desassossegar o universo portista.

Curiosamente, a semana até começou com a divulgação de duas renovações no plantel: anteontem, a SAD anunciou um novo acordo com Marega, confirmando a prorrogação do vínculo do avançado maliano por mais um ano, que passa a ser válido até 2021. E, ontem, foi André Pereira a selar um compromisso com duração idêntica à de Marega.

Ao reforçar a blindagem dos acordos com Marega e André Pereira, a SAD ganha mais fôlego para enfrentar eventual assédio na reabertura do mercado de transferências, em janeiro, e até no próximo verão. Pelo contrário, o risco de fuga de Herrera e Brahimi ainda não foi anulado. Os dois futebolistas estão a poucos meses de verem finalizados os respetivos compromissos com os dragões.

Na sexta época de contrato (197 jogos, 27 golos), o mexicano, saiu fortemente valorizado do Mundial da Rússia, gerando a cobiça de vários clubes, entre os quais o Lyon que terá oferecido 20 milhões de euros pelo capitão. Mantendo-se fiel à promessa feita a Sérgio Conceição, a SAD não vendeu Herrera e agora terá de encontrar argumentos financeiros convincentes para assegurar a sua continuidade no para lá de 30 de junho de 2019.

Algo semelhante terá que ser feito com o extremo argelino, no quinto ano de ligação ao clube (171 jogos, 44 golos) e de quem os dragões só possuem metade do passe (os restantes 50 por cento são da Doyen). Até porque há sempre o perigo de Brahimi e Herrera fazerem o mesmo que Marcano e Reyes: os dois centrais deixaram o FC Porto a custo zero no final da época (o espanhol foi para a Roma e o mexicano para o Fenerbahçe).