O Ministério Público do Porto pediu esta quinta-feira a pena máxima de 25 anos de prisão para os sete homens acusados de sequestrar e matar um empresário de Braga e dissolver o corpo em 500 litros de ácido sulfúrico.
Durante as alegações finais, que decorrem no Tribunal de São João Novo, no Porto, o procurador do Ministério Público (MP) classificou o crime “cruel e violento” de “uma elevadíssima ilicitude”, sublinhando que “a violência” da conduta dos arguidos “é evidente”.
O MP destacou ainda que os arguidos planearam a morte com “muitos meses de antecedência”, o que revela “a sua personalidade desviante”.
O procurador pediu ainda pena suspensa para outros dois arguidos envolvidos no processo.
No âmbito desta investigação, o Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Judiciária (PJ) arrestou e apreendeu ativos no valor de aproximadamente um milhão de euros.
A investigação, segundo esta força policial, “visou identificar, localizar e apreender património financeiro e imóvel no montante de cerca um milhão de euros que se encontrava em 24 aplicações financeiras, distribuídas por dez instituições bancárias e património imobiliário na titularidade ou domínio e benefício dos visados”.