Tribunal não aceitou plano de pagamento. Corporação pede ao Governo e ao Presidente da República que, “de uma vez por todas, olhem para a questão operacional de combate a incêndios e socorro às populações de uma forma estrutural”.

Mais de 100 mil pessoas podem ficar sem socorro se os bombeiros do Seixal fecharem portas. A corporação tem uma dívida de cerca de oito milhões de euros para pagar, mas o tribunal responsável pelo caso tem rejeitado o plano de pagamentos, aprovado por quase todos os credores.

“Não conseguimos ainda perceber qual é o argumento, porque se a grande maioria dos credores está de acordo com o plano apresentado pelos bombeiros, não compreendemos porque é que o juiz de um tribunal não aceita essa proposta”, afirma à Renascença o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos.

O autarca sublinha que “os bombeiros do Seixal estão numa situação de possível insolvência, o que vai deixar sem socorro, não só as 110 mil pessoas do concelho, como perder-se este apoio operacional que a Protecção Civil tem”.

Joaquim Santos renova, por isso, o apelo à intervenção do Governo e do Presidente da República para que seja dada resposta à falta de financiamento das corporações de bombeiros.

“Que, de uma vez por todas, olhem para a questão operacional de combate a incêndios e socorro às populações de uma forma não reactiva, como tem acontecido, mas estrutural, no sentido de dar consistência e sustentabilidade a estas corporações e a estes homens e mulheres que, quando é preciso, estão na primeira linha”, destaca.

A dívida em causa foi inicialmente motivada pelo despedimento de um funcionário.