O presidente do Boavista, João Loureiro, admitiu que o clube está disponível para alienar parte das suas ações na SAD a «um qualquer grupo internacional que pretenda investir», pois só uma entrada de capital permitirá poder voltar a sonhar com as conquistas realizadas do passado.

«Disse que seriam necessários dez anos para atingir o patamar que tínhamos pisado em anos anteriores. Passaram-se quatro épocas e o objetivo continua na nossa mente. Talvez o aparecimento de um grupo investidor, a verificar-se, nos permitisse chegar mais rapidamente a essa meta…», argumentou, em declarações ao site do Boavista.

Confiante na recuperação, depois de anos de atrofia financeira, na sequência do caso Apito Final, João Loureiro lembrou, contudo, que «os problemas financeiros persistem».

«Há obstáculos que nos impedem de ambicionar já o topo. Falta-nos o poder económico para atacar objetivos mais altos…», comentou.

De resto, e num balanço à época finda, o presidente da Direção elogiou o trabalho do treinador e dos jogadores, «importantes na defesa da mística do clube». Mas também colocou reticências, perfeitamente justificadas, no acesso a outros lugares: «Ainda não chegámos ao ponto que todos desejamos e que até já vivemos no passado. Mas as condicionantes financeiras, e de outra ordem, não nos deixam…»

Quanto ao futuro imediato, nenhuma dúvida a declarar: «Vamos continuar a crescer, de forma sustentada, sem destruir o que está feito. O objetivo é tentar fazer igual ou melhor do que esta época!»