A chamada à Seleção Nacional, depois de ausência de dois anos, é o prémio para o bom início de temporada de Rafa. É certo que continua sem afirmar-se como titular indiscutível no Benfica, mas o avançado de 25 anos respondeu sempre à altura quando foi chamado por Rui Vitória.

A convocatória de Fernando Santos provocou em Rafa, naturalmente, «grande satisfação». Afinal, assinala António Araújo, «a vida de um jogador de futebol tem a ver com o momento e os momentos chegam com as oportunidades». E Rafa – «sempre um bom profissional, muito dedicado ao trabalho», segundo o empresário – está a aproveitá-las no Benfica. «No Feirense, teve minutos e correspondeu, no SC Braga teve minutos e correspondeu, no Benfica está a ter minutos e a corresponder», resume António Araújo, que lembra: «Tem mais três anos do que quando chegou e está, por isso, mais bem preparado e tem mais experiência para lidar com as contrariedades.»

«Agora chegou a este momento fantástico. Azar de uns, sorte de outros, como se costuma dizer. Mas a sorte dá cá um trabalho. E se voltou à Seleção foi porque trabalhou muito», acrescenta o agente.
Nos piores momentos, Rafa contou com a família, «pura e simplesmente fantástica», e a Onsoccer sempre insistiu que «o momento iria chegar». «Claro que ele, como todos os futebolistas, quer sempre ser titular. E, sem pôr em causa as opções do treinador, mentiria se dissesse que ficou feliz por ter ficado no banco com o FC Porto. Não foi fácil, não é fácil», conta António Araújo.

E houve mesmo a possibilidade de Rafa deixar a Luz. Mais do que uma vez. «Foi a Direção que travou a saída, em janeiro, para Inglaterra. Neste verão, também não viabilizou a mudança. Rafa tem contrato e respeita-o», revela o empresário.
Com os companheiros, «o relacionamento foi sempre bom», nunca António Araújo ouviu um lamento ou sentiu Rafa chateado com alguém. No Benfica, «o grupo é muito bom», como se prova, segundo o empresário, pela  «forma como todos os companheiros o felicitaram depois do segundo golo marcado em Chaves».

Rafa tem contrato com o Benfica até 2021 e uma cláusula de rescisão de €60 milhões. Custou  €16,8 milhões aos encarnados e tem futuro radiante, segundo António Araújo, pela frente: «Só está a pensar no Benfica, mas tem nível para jogar nas principais Ligas europeias.»