A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica inicia, em Março, uma operação de fiscalização centrada nos produtos tradicionais nas áreas afetadas pelos incêndios em 2017, como por exemplo a sua certificação, revelou o inspetor-geral, Pedro Gaspar, à agência Lusa. Segundo este responsável, será uma operação demorada, que poderá durar seis ou sete meses.
De acordo com Pedro Portugal Gaspar, os incêndios afetaram a produção de muitos produtos típicos daquelas regiões, o que justifica a atuação da ASAE, que estará atenta aos problemas da autenticidade alimentar, da falta de genuinidade e da quantidade de produtos, que depois da tragédia poderá ser menor. Para o inspetor-geral da ASAE, há um conjunto de produtos típicos das regiões em causa, nomeadamente queijos, vinho, azeite, fruta e mel que tiveram a sua produção fortemente abalada. Na mesma entrevista, Pedro Gaspar adiantou que, durante 2018, a ASAE estará também atenta aos setores do alojamento local, do turismo, do digital e do vegetal, com reforço de equipas e fiscalizações nalguns casos.