O presidente do SC Braga, António Salvador, revelou durante a inquirição da instrução do processo e-toupeira que pediu bilhetes ao Benfica. «Falava com a minha relações públicas: ‘Liga aí ao Benfica a dizer que eu pedi se podem arranjar um bilhete’. Não sei como chegava lá acima, mas tinha convite», contou o dirigente, a 26 de novembro, à juíza Ana Peres.

Arrolado como testemunha do Benfica, Salvador admitiu, também, que Cosme Machado, ex-árbitro e atual funcionário do SC Braga, ofereceu um bilhete a um ex-delegado, alegando desconhecer se se tratava de Júlio Loureiro, um dos arguidos.

«Soube que houve um pedido de bilhetes de um ex-delegado a um funcionário do Braga, mas apenas porque me ligaram da comunicação social para comentar o assunto. Fui questionar essa pessoa e confirmou-me que um delegado lhe tinha pedido um bilhete para uma pessoa amiga», afirmou Salvador, que acrescentou: «Disseram-me que o ex-delegado pediu o bilhete para uma pessoa amiga.» António Salvador estima que o SC Braga ofereça entre 2500 e 3000 convites por jogo.

A juíza Ana Pere decide dia 13 se os quatro arguidos, entre os quais a Benfica SAD, vão a julgamento.

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