A Associação Académica da Universidade da Beira Interior reivindicou a redução das propinas naquela instituição sediada na Covilhã e cujo valor anual do pagamento é atualmente de 1.037 euros.
Na cerimónia de abertura do ano letivo, o presidente da Associação, Afonso Gomes, dirigindo-se diretamente ao reitor da instituição, afirmou que, apesar do custo da propina estar congelado, uma proposta de descida do seu valor seria bem recebida, reiterando assim a posição corajosa de que os estudantes não são clientes, mas sim agentes das instituições de ensino superior. Depois de lembrar que a universidade tem mais de 7.000 alunos, 5.000 dos quais deslocados, e que as residências da UBI têm capacidade para cerca de 800 estudantes, Afonso Gomes também considerou ser de extrema importância avançar com a construção de uma nova residência universitária.
Para o presidente da estrutura estudantil, esta residência deverá ficar na zona baixa desta cidade do distrito de Castelo Branco, área que ainda não tem nenhuma estrutura estudantil. A fundamentar a proposta, o aluno lembrou as dificuldades que os alunos encontram para arrendar quartos com contrato, recibo e condições, além do constante aumento dos preços que, segundo disse, passou em cinco anos de cerca de 120 euros para 200 euros mensais. Questionado no final da sessão sobre o desafio deixado pela Associação Académica, o reitor da Universidade da Beira Interior, António Fidalgo, lembrou que nos últimos anos as propinas não aumentaram e explicou que não é possível baixar o valor, já que a instituição continua a ser a universidade do país mais subfinanciada pelo Governo.