Agricultores e produtores florestais afetados pelos incêndios de 2017 protestaram hoje, em Coimbra, para reclamarem mais apoios do Governo após os avultados prejuízos decorrentes daqueles fogos. O protesto, convocado pela Comissão Inter-Concelhos dos Agricultores e Produtores Florestais Lesados pelos Incêndios, decorre junto à delegação da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro. O presidente do Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões, do concelho de Tábua, Fernando Tavares, esteve no último sábado no programa Grande Informação, da Mundial FM, onde afirmou que há cerca de 5 mil pessoas na região que não receberam qualquer apoio e explicou porquê:

A principal reivindicação do Movimento é a reabertura das candidaturas aos apoios governamentais:

Relativamente à questão da limpeza das florestas e terrenos agrícolas até amanhã, Fernando Tavares reagiu assim:

Era Fernando Tavares, presidente do Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões, uma das estruturas presentes no protesto que esta manhã levou dezenas de pessoas à delegação da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, em Coimbra. A demora ou falta de apoios aos agricultores e produtores florestais está na base do protesto. Entretanto, o ministro da Agricultura admite alterações no decreto-lei de acesso ao financiamento para que as autarquias garantam a limpeza dos terrenos florestais. Capoulas Santos considera que é preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre o que quer o Estado e o que defendem as autarquias:

Recorde-se que, ontem, a Associação Nacional de Municípios deu parecer negativo ao decreto, porque os autarcas estão contra o facto de só as áreas consideradas prioritárias terem financiamento a 100 por cento.