O Wolverhampton vai, afinal, pagar ao Sporting pela contratação de Rui Patrício. Assim foi confirmado esta terça-feira por Sousa Cintra, em entrevista concedida à SIC.

«O Rui Patrício é um dos melhores guarda-redes do mundo e quis sair, mas o Wolverhampton não quer guerras, daí reconhecer razão ao Sporting. Vamos receber o que estava tratado, são 18 milhões, mas ainda vamos ver as contas e quais as comissões a pagar», disse o atual presidente da SAD do clube de Alvalade, que também falou com otimismo das situações de Bruno Fernandes e Podence:
«Estou convencido que o Bruno Fernandes fique no Sporting e espero que possamos dar em breve essa notícia aos sportinguistas. Estou a tratar desse assunto, assim como da situação do Podence.»

Ao invés, Sousa Cintra não quis abordar diretamente a situação dos restantes jogadores que pediram a rescisão de contrato com o clube (Gelson, William carvalho, Battaglia, Bas Dost, Rafael Leão e Rúben Ribeiro). «A maior parte dos jogadores quer jogar no Sporting. O William tinha negociações que vinham de trás, se quiser sair sairá, mas estamos a falar com os empresários», disse, aproveitando para deixar apelo: «Os empresários deviam saber que o dinheiro não é tudo.»
A propósito de empresários saltou o nome de Jorge Mendes. «É um excelente empresário, se puder ajudar o Sporting ficarei grato. O Sporting não pode rejeitar a ajuda de ninguém, desde que os seus direitos sejam defendidos», disse Sousa Cintra, citando até o nome do empresário quando questionado sobre a aposta em José Peseiro para o comando técnico da equipa:

«Havia vários nomes, houve um treinador estrangeiro, o Paul Le Guen, que fiquei impressionado com a vontade que tinha de vir para Portugal, mas entendi que o plano A seria um treinador português. José Peseiro acabou por ser uma decisão minha. Se pensarmos um bocado e olharmos para o trabalho que fez anteriormente no Sporting percebemos que é fantástico. Além disso, tem um excelente empresário, que é o Jorge Mendes. Perguntei-lhe se estava preparado para ser campeão e respondeu-me que sim.»