Os 29 arguidos do caso `Operação Aquiles`, relacionado com tráfico de droga e que envolve dois ex-inspetores da PJ, vão a julgamento por decisão do juiz Carlos Alexandre.
O Tribunal Central de Instrução Criminal subscreveu praticamente na íntegra a acusação do Ministério Público (MP), tendo avido duas exceções que se prendem com a “alteração da qualificação jurídica dos factos”, em que deixam de responder pela coautoria dos crimes, passando a ser por cumplicidade.
A acusação da `Operação Aquiles´ indicou que, em Outubro de 2006, a PJ já dispunha de informações que evidenciavam “fortes suspeitas” de ligações do então coordenador de investigação criminal da PJ Carlos Dias Santos a uma rede de traficantes de droga colombiana.
Além de Dias Santos, são também arguidos no caso o ex-inspetor chefe da Direção Central de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ Ricardo Macedo e o cabo da GNR José Baltazar da Silva, do destacamento de Torres Vedras, sendo acusados de receber milhares de euros de redes de tráfico de droga.
Nos acusados consta ainda Frankelim Lobo, considerado pela PJ como o maior narcotraficante português, cuja residência se situa em Málaga, Espanha, mas cujo paradeiro era desconhecido das autoridades.
Neste processo, o MP acusou 29 arguidos por tráfico de droga, associação criminosa e corrupção com vista ao tráfico e corrupção passiva para prática de ato ilícito.