O primeiro-ministro admitiu, esta quarta-feira, que o orçamento plurianual e o fundo de recuperação da União Europeia não sejam aprovados no Conselho Europeu de sexta-feira. Mas no que depender Portugal, António Costa irá fazer com esse entendimento seja alcançado o mais rapidamente possível.

António Costa voltou a defender as propostas da Comissão Europeia como uma “resposta conjunta e robusta” à crise económica e social causada pela pandemia de covid-19 e “um justo equilíbrio” entre as posições que estavam a impedir um acordo. Neste sentido, o Governo português irá manter o consenso na reunião de sexta-feira.

O chefe do governo referiu que, no caso de Portugal, e tendo em conta apenas as subvenções, os montantes que chegam da Comissão Europeia representam um acréscimo de 37,9% em relação ao atual quadro financeiro. Neste sentido, apelou ao Parlamento a participação na construção de “um grande projeto nacional” para aproveitar os fundos.

Os chefes de Estado e de Governo da UE reúnem-se na sexta-feira para discutir as propostas da Comissão Europeia de um Fundo de Recuperação da economia europeia no pós-pandemia, no montante global de 750 mil milhões de euros, e de um Quadro Financeiro Plurianual revisto para 2021-2027, no valor de 1,1 biliões de euros.

Portugal poderá vir a arrecadar um total de 26,3 mil milhões de euros, 15,5 mil milhões dos quais em subvenções e os restantes 10,8 milhões sob a forma de empréstimos em condições muito favoráveis.

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