O presidente da Liga Portugal vai ser escrutinado pelos clubes em assembleia geral extraordinária, marcada para 9 de junho. Pedro Proença continua no cargo, mas está cada vez mais fragilizado.

Ontem, na reunião do presidente da Liga com os presidentes das equipas participantes no campeonato, Proença comunicou que solicitou à mesa da Assembleia Geral a marcação de uma reunião magna, para o dia 9 de junho, com o objectivo de discutir a sua posição no organismo, o modelo de governação e os fundos de apoio à II Liga.

No entanto, apesar desta jogada de antecipação, Pedro Proença não se livrou das críticas de muitos clubes descontentes com a sua atuação. O mais recente episódio traduz-se no envio de cartas ao Governo e ao Presidente da República, levantando a hipótese dos jogos em falta da I Liga serem transmitidos em canal de televisão aberto. Marcelo Rebelo de Sousa diz não ter recebido pessoalmente a carta, acrescentando que não se pronuncia sobre o assunto:

 

Segundo a RTP, a saída imediata de Pedro Proença foi travada por ter sido considerada a má imagem, de instabilidade, que poderia ser passada para as instâncias internacionais. No entanto, a 9 de junho, o presidente da Liga poderá ser demitido, ainda que alguns clubes considerem que um eventual ato eleitoral apenas deve ser agendado para depois da conclusão do campeonato da presente época.

Da reunião de ontem, destacou-se ainda a intervenção do presidente do Sp. de Braga. António Salvador pediu que os clubes que integram a direção, entre eles os três grandes, apresentem o pedido de demissão em conjunto com o presidente.

A direção da LPFP é composta, para além de Benfica, FC Porto e Sporting, por Tondela e Gil Vicente, da I Liga, e por Mafra, Leixões e Cova da Piedade, da II. Na reunião de ontem, a direção da Liga decidiu apontar Nacional e Farense como promovidos ao 1º escalão, na sequência da conclusão precoce da II Liga, além da criação de um fundo de apoio no valor de 1,52 milhões de euros.

Estes montantes acrescem ao milhão disponibilizado pela Federação, permitindo um encaixe individual de 180 mil euros a 14 emblemas da II Liga, excetuando as equipas B e os promovidos.

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