Cada família portuguesa perdeu, em média, 944 euros desde o início da crise provocada pela pandemia de covid-19, totalizando-se num prejuízo de 3,9 mil milhões de euros, segundo um estudo da Deco.

Desde o início da pandemia no nosso país, de março até meados de maio, muitas famílias portuguesas entravam em crise financeira, generalizando-se a 70% dos agregados familiares.

Em declarações à Antena 1, Bruno Santos, da Deco, disse que um dos dados mais impressionantes do estudo é aquele que revela a quantidade de famílias atingidas.

 

No centro do corte financeiro está a perda ou redução do rendimento profissional que, neste período, passou de 581 para 1.126 euros. Por outro lado, os danos financeiros registados, no período em causa, justificam-se ainda com o cancelamento de viagens, eventos culturais e desportivos, perdas em rendas de imobiliário e em investimentos em produtos financeiros.

Do total de inquiridos, referiram ter dificuldade em pagar o empréstimo da casa, renda, telecomunicações, alimentação, gás, eletricidade e água.

Conforme indicou a Deco, desde o início da crise, 65% dos portugueses mantiveram-se profissionalmente ativos e 42% continuam a receber o mesmo salário, enquanto 23% viram o seu rendimento ser cortado.

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