A travagem a fundo da economia, devido à pandemia e ao estado de emergência em vigor, gerou uma corrida aos centros de emprego. Desde o início do mês e até à última segunda-feira, surgiram mais 4.098 desempregados por dia. Trata-se do dobro do ritmo diário registado em igual período de 2019. Há agora cerca de 340 mil desempregados.

O documento do Ministério do Trabalho mostra que foram requeridas mais de 12 mil novas prestações de desemprego. O que representa mais 65% que em igual período de 2019.

Mas encontrar trabalho também não será tarefa fácil perante a paralisação de quase todas as atividades económicas. Surgiram, nos primeiros seis dias deste mês, 122 ofertas diárias de emprego. Houve também 114 colocações diárias, o equivalente a apenas 26% dos registos de há um ano no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

A dispensa de trabalhadores precários tem sido denunciada. No entanto, as vítimas não são apenas os temporários. Houve 35 despedimentos coletivos, envolvendo 345 trabalhadores.

Desde que ficou acessível o lay-off simplificado (27 de março) e até dia 7 de abril, quase 40 mil empresas recorreram a este regime de suspensão dos contratos de trabalho ou redução da atividade. O empregador poupa cerca de 84% por empregado que fique em casa com o corte de um terço no salário bruto. Nesta altura, 642 mil trabalhadores, com uma massa salarial de 655 milhões de euros, estarão já abrangidos pela medida.
Os setores que mais recorreram ao lay-off são o setor do alojamento e restauração, seguido pelo do comércio por grosso e a retalho.

Quase 109 mil trabalhadores por conta de outrem estão com apoios excecionais às famílias, a que se somam 18 mil “recibos verdes”. Há cerca de 117 mil independentes com apoio à redução de atividade. E há perto de 19 mil baixas atribuídas por isolamento profilático.

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