Após uma maratona negocial, o Eurogrupo chegou a acordo para dar uma resposta económica ao surto do coronavírus, com a aprovação de um pacote de um empréstimo de mais de 500 mil milhões de euros, sem condições. Mário Centeno realçou em videoconferência de imprensa que esta resposta é muito diferente do que a resposta dada na última crise.

Os ministros prometem ainda lançar um fundo europeu para a recuperação da economia, mas ainda não foi anunciado de que forma será financiado esse fundo.

Mário Centeno revelou que estão a ser preparadas três redes de segurança: uma para os trabalhadores, uma para as empresas e outra para os países.

Sobre os trabalhadores, o presidente do Eurogrupo recordou que “foram criados 13 mil postos de trabalho desde a última crise”, muitos dos quais “foram destruídos nas últimas semanas”. Conseguiram, ainda, “canalizar cerca de 100 mil milhões de euros para os países e assim fortalecer as medidas que já existem”.

Quanto às empresas, o Ministro das Finanças português explicou que os 27 países da União Europeia têm “estado a desenvolver sistemas nacionais para dar às empresas a liquidez que precisam para atravessarem este período difícil”. A nível europeu, as regras de apoio aos Estados foram ajustadas, referindo que “alguns mecanismos nacionais são mais avançados do que outros e têm poderes financeiros a apoiá-los muito maiores”.

Já sobre a rede de segurança para os Estados-membros, Mário Centeno revelou que acordaram “em criar um apoio para a crise pandémica no montante de 2% do PIB de cada um dos países, isto é cerca de 240 mil milhões de euros”.

Centeno explicou, ainda, que a linha de crédito será disponibilizada para todos os membros e “o único requerimento para aceder à linha de crédito é que o país se comprometa com a utilização destes fundos para apoiar o financiamento nacional de custos relacionados, direta e indiretamente, com cuidados de saúde, tratamento e prevenção relacionados com a covid-19”.

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