O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) condena Portugal no caso dos seis alunos que morreram, em 2013, na praia do Meco. De acordo com a notícia avançada pela RTP, o TEDH considera que a investigação criminal não foi eficaz. E, deste modo, põe em causa as análises forenses feitas durante a investigação. 

A sentença divulgada, esta terça-feira, indica que investigação começou demasiado tarde. Além disso, não assegurou a integridade das provas e não teve o cuidado de garantir a recolha imediata de testemunhos importantes.

Assim, o Estado português foi condenado a pagar 13 mil euros a José Carlos Soares Campos, pai de Tiago Santos, de 21 anos. Terá, ainda, que proceder ao pagamento das despesas processuais, no valor de 7.118,51 euros.

José Carlos Soares Campos recorreu ao TEDH, após os tribunais nacionais terem arquivado o caso. Pois alegavam que não havia sido cometido qualquer crime naquela noite de praxe.

Contudo, sempre defendeu que a morte do filho foi causada “pela falta de uma estrutura legal que regulasse as praxes nas universidades portuguesas”. E queixou-se de que a investigação sobre as circunstâncias da morte de seu filho “foram ineficazes”.

Recorde-se que seis jovens morreram na praia do Meco, na madrugada de 15 de dezembro de 2013, depois de serem arrastados por uma onda, quando participavam em atividades de praxe.

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