O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa adiou, para sexta-feira, às 17 horas, a leitura da decisão instrutória de Rui Pinto e do advogado Aníbal Pinto. Em causa está uma “alteração da qualificação jurídica” dos crimes. Perante esta decisão, o advogado de Rui Pinto, Francisco Teixeira da Mota, tem agora 48 horas para se pronunciar acerca destas alterações.

hacker está acusado de 147 crimes. Entre os quais o acesso ilegítimo, violação de correspondência, sabotagem informática e tentativa de extorsão. O Ministério Público (MP) acusa o criador do Football Leaks de aceder ilegalmente aos sistemas informáticos do Sporting, do fundo de investimento Doyen, da sociedade de advogados PLMJ, da Federação Portuguesa de Futebol e da Procuradoria-Geral da República.

O MP alega que, de 6 de novembro de 2018 a 7 de janeiro de 2019, Rui Pinto “efetuou um total de 307 acessos” à Procuradoria-Geral da República, recolhendo documentos dos processos de Tancos, BES e Operação Marquês, entre outros. Rui Pinto é ainda suspeito de ser o autor do furto de e-mails do Benfica, em 2017.

Por sua vez, o advogado Aníbal Pinto é acusado de intermediar a tentativa de extorsão (500 mil a um milhão de euros) ao fundo Doyen.

Rui Pinto está em prisão preventiva desde o dia 22 de março do ano passado. O hacker, de 30 anos, foi detido na Hungria e entregue às autoridades portuguesas com base num mandado de detenção europeu.

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