A morna cabo-verdiana é oficialmente reconhecida como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A decisão, foi tomada, esta quarta-feira em Bogotá, às 11h54 locais, 16h54 em Portugal.

A candidatura deste género musical a Património Imaterial da Humanidade foi apresentada em março de 2018 por Cabo Verde. Paulo Lima, especialista português na elaboração de processos de candidatura deste género, como o fado, o cante alentejano ou a arte chocalheira, deu um contributo importante.
Em 2012, um ano após a morte da cantora Cesária Évora, cuja voz deu real internacionalização à morna, o governo de Cabo Verde tinha aprovado uma resolução que classificava este género musical como Património Histórico e Cultural Nacional. Desta forma, esse foi um primeiro passo para a candidatura e posterior classificação da morna como Património Imaterial.
A morna é popularizada por intérpretes como Bana, Cesária Évora, Tito Paris ou Ildo Lobo, é a música de poetas e compositores como B.Leza (Francisco Xavier da Cruz), Manuel D’Novas e Eugénio Tavares. Escrita em crioulo, com pelo menos 200 anos de história, já foi cantiga ao desafio, música de intervenção e janela para as dores de um país afligido por séculos de colonização, fomes, probreza e emigração massiva.

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